As válvulas injetoras são responsáveis pela alimentação de combustível no veículo e possuem características autolimpantes, geralmente informada pelos fabricantes. A passagem de combustível submete os bicos a pressões elevadas, o que torna difícil o acúmulo de resíduos em seu interior. Por isso diz-se que as válvulas são autolimpantes. Mas isso não significa que elas não precisam de cuidados.
Segundo o consultor técnico do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Autorizados do Distrito Federal (SINCODIV/DF), Marco Antonio Arantes, o dia-a-dia da reparação de veículos traz à tona outras informações. “As válvulas são autolimpantes, mas a gente observa, na prática, que os combustíveis acabam deixando resina nos bicos, especialmente o álcool”, afirma.
Por mais que os manuais dos fabricantes informem que as válvulas não necessitem de limpeza preventiva ou regular, o motorista deve se preocupar com a vistoria do dispositivo. “Em alguns casos, mesmo que o sistema eletrônico não acuse problemas, há a necessidade de interferência humana”, recomenda. Obstrução nos bicos injetores pode desencadear sérios problemas no gerenciamento de combustível e no desempenho do veículo.
Há um mecanismo específico para a limpeza dos bicos. Eles são mergulhados em um líquido especial, diluído em água, e um dispositivo de ultrassom brande o composto para efetuar a limpeza. “Aconselho a limpeza da válvula no local. Mas há situações em que é necessário utilizar o ultrassom”, observa Marco Antonio. Segundo ele, o processo é seguro e ainda pode ser importante para sinalizar outros problemas. “A mesma máquina que limpa também testa os bicos. Ela pode mostrar outros defeitos”, completa.
Marco Antonio também alerta para o perigo dos combustíveis adulterados para a durabilidade e funcionamento adequado das válvulas. “Combustíveis adulterados podem danificar os bicos, pois alguns possuem solventes na composição”, comenta.
Para ele, o mais importante na manutenção de veículos, e não apenas quando se fala em bicos injetores, é que o cliente tenha um mecânico e uma concessionária de confiança. “Todo carro possui um histórico de manutenção. Se o motorista troca muito de mecânico, o carro pode ter um desgaste prematuro. É importante que o cliente tenha fidelidade com o serviço do mecânico”, recomenda.
Fonte: SINCODIV/DF Assessoria de imprensa
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